Michelle Bolsonaro foi internada no hospital DF Star, em Brasília, na véspera da convenção do PL. O motivo foi um quadro de enxaqueca persistente, refratária a medicamentos orais.
A ex-primeira-dama não compareceu ao evento no domingo (2), que confirmou sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Ela publicou uma imagem em um leito de hospital para justificar a ausência.
Segundo a assessoria, Michelle já sofria com o desconforto havia cerca de dez dias. A dor não cedia mesmo com remédios de uso corriqueiro.
O Ministério da Saúde define a enxaqueca crônica como crises que se manifestam em 15 ou mais dias do mês, por mais de três meses, sem abuso de medicamentos. A ciência ainda tenta entender como crises pontuais evoluem para o quadro crônico.
O problema é mais comum em mulheres e pode ter correlação com estilo de vida, transtornos de humor e fibromialgia. Também há forte componente hereditário associado às enxaquecas.
Tratamento
Michelle foi submetida a um bloqueio anestésico de nervos cranianos e pericranianos. A técnica envolve a injeção de anestésico local no nervo occipital maior, situado na base da cabeça e na região superior do pescoço.
Essa é uma das estratégias preferenciais para quadros de enxaqueca refratária a medicamentos. O tratamento reduz a intensidade e a frequência dos episódios no mês, assim como a necessidade de remédios.
Benefícios a longo prazo nem sempre são percebidos por todos os pacientes. Pode ser necessário recorrer a novos procedimentos no futuro.
A intervenção foi considerada bem-sucedida. Michelle recebeu alta antes da convenção, mas segue sob acompanhamento médico para investigar a causa da dor.
Segundo a ex-primeira-dama, ela prometeu continuar investigando o motivo do desconforto que a levou ao hospital.

