Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram 7 frutas brasileiras com potencial para proteger contra o envelhecimento. A informação é de uma revisão científica publicada este ano. O estudo analisou dados de 19 frutas nativas, incluindo jabuticaba, açaí, guaraná e cupuaçu.

Segundo os pesquisadores, essas frutas são ricas em compostos bioativos. Essas substâncias combatem o envelhecimento celular. Elas também reduzem a inflamação crônica e o estresse oxidativo. O consumo regular pode contribuir para a prevenção de doenças.

A nutricionista e doutora pela USP, Maria Carolina Zsigovics Alfino, é a autora da pesquisa. Ela explicou que o estresse oxidativo ocorre quando há desequilíbrio entre radicais livres e a capacidade do organismo de neutralizá-los. Em excesso, essas partículas danificam estruturas celulares, como proteínas e DNA.

A inflamação, por sua vez, é uma resposta natural do corpo. O problema surge quando ela permanece ativada por longos períodos. Isso caracteriza a inflamação crônica de baixo grau. Ela pode contribuir para obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Jabuticaba e açaí em destaque

A jabuticaba é uma das frutas com maior quantidade de evidências experimentais. A casca arroxeada contém antocianinas, pigmentos com ação antioxidante. Estudos observaram redução de marcadores inflamatórios. Também houve melhora na resistência à insulina e proteção contra danos cardíacos. A maioria dos estudos, porém, ainda é pré-clínica, feita em animais ou células.

O açaí é considerado um alimento multifuncional. Ele contém compostos fenólicos bioativos na polpa, folhas, casca e sementes. A fruta também tem fibras, vitamina E, proteínas e minerais. Os ácidos graxos insaturados, como ômegas 6 e 9, ajudam na saúde cardiovascular. Estudos indicam efeitos protetores sobre coração, fígado, rins e sistema nervoso. Os benefícios se referem ao consumo da polpa pura, não do açaí batido com açúcar ou leite condensado.

Grumixama e pitanga

A grumixama, fruta pouco conhecida, tem poder antioxidante semelhante na polpa e nas folhas. A atividade é atribuída ao ácido gálico e à epicatequina. Em testes com animais, extratos da fruta mostraram potencial para conter neutrófilos, células de defesa que amplificam a inflamação. Em alguns experimentos, a eficácia se aproximou da dexametasona, um medicamento anti-inflamatório.

A pitanga também é nativa e saborosa. O estudo completo traz detalhes sobre os benefícios de cada uma das sete frutas. Os pesquisadores destacam que não existe alimento ou dieta anti-inflamatória sozinhos. A ciência estuda como certas substâncias dão suporte para o corpo regular suas defesas. Um padrão alimentar não saudável pode prejudicar essas defesas.

Juliana Moraes

Técnica em registros médicos e informações de saúde com paixão por melhorar a eficiência e a precisão dos registros de saúde. Acredito que uma boa gestão das informações de saúde é fundamental para fornecer o melhor cuidado possível aos pacientes.

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