O chá de absinto, conhecido como chá de losna, é usado há séculos contra problemas digestivos. A ciência, porém, tem poucas evidências sobre seus benefícios. A planta Artemisia absinthium é a mesma que dá nome à bebida alcoólica proibida em vários países.

A infusão é feita com folhas e flores secas. Na medicina popular, é receita caseira para indigestão, azia e falta de apetite. Estudos em animais e em laboratório indicam efeitos anti-inflamatórios e hepatoprotetores. Esses resultados, porém, são preliminares e não foram confirmados em humanos.

O uso do chá como vermífugo não tem comprovação. A planta não deve substituir antiparasitários receitados por médicos. Testes antigos e pequenos com a losna em pó mostraram alívio de sintomas da doença de Crohn. A versão em pó é mais concentrada que o chá, e não há estudos robustos sobre o tema.

Riscos e contraindicações

O consumo deve ser limitado a duas semanas contínuas. Se os sintomas persistirem, um médico deve ser consultado. A infusão é considerada abortiva e é proibida para gestantes. Lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, úlceras ou epilepsia também devem evitar a planta.

A tujona, composto presente no absinto, tem potencial neurotóxico em grandes quantidades. No chá, é difícil atingir esse nível de perigo. O chamado absintismo, que causava convulsões e alucinações, foi associado ao alto teor alcoólico da bebida, não à planta em si. Especialistas recomendam não usar o chá como tratamento sem orientação médica.

Juliana Moraes

Técnica em registros médicos e informações de saúde com paixão por melhorar a eficiência e a precisão dos registros de saúde. Acredito que uma boa gestão das informações de saúde é fundamental para fornecer o melhor cuidado possível aos pacientes.

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