Um estudo de Taiwan liga canetas emagrecedoras a maior risco de herpes. A pesquisa analisou dados de mais de 5 milhões de diabéticos nos EUA. O período foi de 2015 a 2022. Usuários de Ozempic e Victoza foram comparados a outros medicamentos.

Quem usava GLP-1 teve risco 39% maior de herpes simples. Para herpes-zóster, o aumento foi de 29% contra inibidores de DPP-4. Contra inibidores de SGLT-2, o risco subiu 28% para herpes simples. Para zóster, foi 18% maior.

O herpes-zóster é a reativação do vírus da catapora. Causa lesões dolorosas na pele. O herpes simples afeta lábios ou genitais. As infecções surgem quando a imunidade cai.

Segundo o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP, são riscos relativos. A maioria dos pacientes não terá problemas. Mas o sinal estatístico exige atenção clínica.

Dois grupos são mais vulneráveis. Pessoas entre 18 e 50 anos e mulheres. As razões ainda serão investigadas. Diabéticos já têm risco maior por desequilíbrios imunológicos.

Há hipóteses para a relação com os remédios. Os análogos de GLP-1 podem interferir em células de defesa. A perda de peso rápida gera estresse. O déficit nutricional também contribui.

Existem formas de prevenção. Manter estilo de vida saudável ajuda a imunidade. Para herpes-zóster, há vacinas eficazes. São indicadas para maiores de 50 anos. Também para maiores de 18 anos com doenças crônicas como diabetes.

As vacinas não são cobertas pelo SUS. Podem ser um investimento contra os vírus.

Juliana Moraes

Técnica em registros médicos e informações de saúde com paixão por melhorar a eficiência e a precisão dos registros de saúde. Acredito que uma boa gestão das informações de saúde é fundamental para fornecer o melhor cuidado possível aos pacientes.

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