O chamado Mounjaro do Paraguai virou febre no Brasil. Mas a economia não compensa os riscos.
Produtos paraguaios com tirzepatida não são aprovados pela Anvisa. A venda deles no país é ilegal.
Influenciadores e médicos promovem esses produtos nas redes. Eles recebem dinheiro para isso, segundo a reportagem.
Clayton Macedo, diretor da Sbem, afirma que o produto é vendido em salões de estética e grupos de WhatsApp. Agenciadores também oferecem parcerias a médicos.
Não vale a pena usar mesmo que emagreça. O resultado pode vir, mas com risco maior de efeitos colaterais. O tratamento correto exige remédios certificados e acompanhamento médico.
Não é possível saber se o produto foi bem conservado. Nada garante que ele não chegou ao Brasil no fundo falso de um pneu, alertam especialistas.
Médicos que visam o lucro prescrevem e aplicam esses produtos. Essa prática é proibida no Brasil. Quem faz isso deve ser denunciado ao Conselho Federal de Medicina.
Influenciadores não dão segurança. Eles recebem dinheiro para falar bem dos laboratórios paraguaios. Muitas vezes nem sinalizam que é propaganda.
Toda caneta do Paraguai é irregular. A Anvisa afirma que os laboratórios nunca tentaram regularizar os produtos no Brasil. Não há estudos de segurança e eficácia.
Não se sabe se a tirzepatida manipulada é igual à do Paraguai. A Anvisa autoriza a manipulação, mas a fabricante não fornece a molécula original às farmácias magistrais.
Canetas paraguaias não são equivalentes a genéricos. Genéricos precisam da aprovação da Anvisa. Eles têm o mesmo princípio ativo, dose e garantia de qualidade.
Comprar medicamentos pela internet é proibido no Brasil. Apenas sites de farmácias regularizadas podem fazer isso. O problema é a origem do produto vendido online.

