A toxina botulínica foi liberada pela Anvisa para aplicação no pescoço. A informação foi divulgada nesta quarta-feira. O objetivo é melhorar a flacidez do músculo local.
Jean Carruthers, médica que descobriu o uso estético do Botox, esteve no Brasil. Ela conversou com a Veja Saúde. A canadense disse que prefere pacientes que buscam aparência natural. Ela não gosta de quem quer virar um meme.
A descoberta do uso estético foi acidental. Uma paciente ficou irritada por não receber toxina na testa. O tratamento era para espasmos nos olhos. A médica prestou atenção na reclamação. Seu marido, Alastair, era dermatologista. Ele já sabia que testa e glabela eram áreas difíceis de tratar.
Jean Carruthers disse que o Botox não apaga rugas. Ele equilibra os vetores de força da face. O equilíbrio permite elevar sobrancelhas e testa. Também impede movimentos como o sorriso gengival. A toxina pode ser combinada com preenchedores e cirurgias.
As redes sociais transformaram as expectativas dos pacientes. A médica afirmou que a revolução estética não teria acontecido sem elas. As pessoas estão mais informadas. As redes criam modas estéticas o tempo todo.
Jean e o marido tentaram patentear o Botox estético. Dois escritórios de advocacia disseram que não dava. O uso cosmético era igual ao tratamento de blefaroespasmo. Eles conseguiram patente para as linhas de tristeza ao redor da boca. A Allergan comprou essa patente.
A médica disse que gostaria de deixar um legado. Ela quer que futuros médicos entendam que ideias absurdas podem virar algo útil. A ciência transforma o que parece irracional em algo confiável.

