O Ministério da Saúde planeja solicitar à Organização Mundial da Saúde (OMS) a certificação do país como área livre das variantes caninas da raiva, conhecidas como AgV1 e AgV2. A pasta afirma que a doença permanece sob controle e não há aumento de casos registrados no território nacional. Contudo, a morte de Matheus Santa Rosa dos Santos, um jovem de 24 anos do Pará, reacendeu as preocupações sobre a raiva humana.

No ano passado, o Ministério registrou 13 casos de raiva em cães e quatro em humanos, todos relacionados a variantes silvestres do vírus. Matheus contraiu raiva após ser atacado por um macaco enquanto pescava em Oiapoque, Amapá. Após o ataque, ele começou a apresentar sintomas de encefalite viral e foi transferido para uma unidade de saúde em Belém, onde morreu após duas semanas internado.

A unidade de saúde em Belém, o Hospital Universitário Barros Barreto, destacou que não divulga informações clínicas de pacientes por questões de privacidade, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados. O corpo de Matheus foi sepultado no dia 4 de dezembro em sua cidade natal.

Apesar do trágico incidente, o Ministério da Saúde reitera que a situação da raiva humana no país está controlada. Não houve registros de casos humanos causados por variantes caninas do vírus nos últimos dez anos. Assim, a pasta enfatiza que não é correto afirmar que há um aumento nos casos de raiva no país.

As autoridades de saúde orientam a população a buscar atendimento imediato caso ocorra mordidas ou arranhões por animais silvestres ou domésticos. A profilaxia antirrábica, ou prevenção, é crucial para evitar a evolução da doença. A vacina contra a raiva está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também é oferecida a profissionais em risco constante, como veterinários e biólogos.

Além disso, o Ministério realiza treinamentos anuais com as Secretarias Estaduais de Saúde e promove campanhas educativas sobre os riscos da raiva, enfatizando a importância da vacinação. Em caso de mordidas ou contato com animais suspeitos, é essencial procurar uma unidade de saúde rapidamente para avaliação e, se necessário, iniciar a profilaxia antirrábica.

No Pará, não foram registrados casos de raiva humana em 2024 e 2025. O último caso no estado ocorreu em 2018. Embora a raiva animal seja endêmica na região, transmitida principalmente por morcegos, não há registros recentes de raiva transmitida por cães e gatos.

Em Belém, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não houve casos de raiva nem mortes relacionadas à doença em 2024 e 2025. A vacinação anual de cães e gatos é fundamental para manter o controle da raiva e prevenir a sua reintrodução na região.

Os especialistas ressaltam que o contato com animais silvestres deve ser evitado, especialmente com morcegos que podem transmitir a doença. A vacinação preventiva de animais de estimação é essencial, assim como a busca imediata por assistência médica em casos de exposição ao vírus. A vigilância de mortes de animais sem causa aparente é uma medida importante para monitorar potenciais surtos.

A vacinação antirrábica é crucial, pois a raiva é uma doença letal, e as ações preventivas são a melhor forma de proteção para a saúde pública.

Juliana Borges

Nutricionista atuando online e presencialmente em Goiânia, sou ex-atleta de fisiculturismo e bicampeã brasileira na categoria Wellness nos anos de 2018 e 2019. Atualmente, escrevo como colunista de saúde no site CirurgiaCoracao.

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