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Lúcio Mauro Filho: câncer de intestino em exame de rotina

O ator Lúcio Mauro Filho, de 52 anos, revelou que tratou um câncer de intestino. O diagnóstico ocorreu durante a pandemia de covid-19. A informação foi dada pub

Juliana Moraes4 min de leitura
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O ator Lúcio Mauro Filho, de 52 anos, revelou que tratou um câncer de intestino. O diagnóstico ocorreu durante a pandemia de covid-19. A informação foi dada publicamente pela primeira vez em um podcast nesta quinta-feira, 13.

Segundo o artista, a descoberta aconteceu após um check-up. O exame foi necessário depois de um quadro grave de covid-19. Ele contou que desenvolveu síndrome do pânico por causa da doença.

O ator disse que precisou fazer um longo tratamento contra trombose ou AVC. Após esse tratamento, passou por um check-up e descobriu o câncer de intestino.

O que é a doença

O câncer de intestino, também chamado de colorretal, é o terceiro tipo de tumor mais frequente no mundo. É a segunda maior causa de mortes por câncer globalmente. A doença abrange tumores no intestino grosso e no reto.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 45.630 novos casos por ano no Brasil. Desses, 21.970 são em homens e 23.660 em mulheres.

Os casos estão crescendo entre jovens. Um estudo publicado em abril na revista BMJ Oncology analisou a população inglesa entre 2001 e 2019. A incidência de 11 tipos de câncer aumentou entre 1% e 4% ao ano em adultos com menos de 50 anos.

O câncer colorretal teve o maior aumento proporcional. Os diagnósticos passaram de 0,9 para 1,6 a cada 100 mil pessoas.

No Brasil, um estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) documentou crescimento de 80% dos casos entre 2015 e 2023. Os dados são de diagnósticos e atendimentos por planos de saúde.

Por que os números crescem

A doença é causada principalmente por alterações genéticas nas células da parede do intestino. Essas alterações frequentemente se originam de pólipos benignos.

Os cientistas apontam que hábitos de vida influenciam o surgimento do quadro. A alimentação moderna é mais pobre em fibras e rica em ultraprocessados. A obesidade e o sedentarismo também ajudam a explicar os novos números.

Outros fatores de risco incluem consumo de álcool, tabagismo e dieta com alto consumo de carnes vermelhas. Doenças inflamatórias intestinais também são um fator de risco.

Pesquisadores britânicos lançaram um projeto para comparar amostras de DNA de pacientes com câncer colorretal dos anos 1950 com os atuais. O objetivo é mapear as diferenças e determinar qual fator de risco é mais determinante.

Diagnóstico pode demorar

O câncer colorretal pode se desenvolver em silêncio. Nem sempre há sintomas quando a doença começa.

Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem mudança persistente no hábito intestinal. Diarreia ou prisão de ventre, alteração no formato das fezes e presença de sangue nas fezes são sintomas frequentes. Dor ou desconforto abdominal também podem ocorrer.

Perda de peso sem explicação e cansaço ou fraqueza são outros sintomas importantes. Esses sinais podem estar relacionados à anemia provocada por sangramentos no intestino.

Esses sinais não significam necessariamente câncer. Mas devem ser investigados, principalmente quando persistem ou surgem em pessoas com fatores de risco.

A identificação em fases iniciais aumenta as chances de tratamento bem-sucedido. Em alguns casos, o câncer pode ser encontrado como lesão pré-cancerosa, como um pólipo. A lesão pode ser retirada antes de se transformar em tumor.

O rastreamento é importante mesmo em pessoas sem sintomas, como no caso de Lúcio Mauro Filho. A colonoscopia é um dos principais exames. Ela permite examinar o interior do reto e de todo o intestino grosso.

Se forem encontrados pólipos, é possível retirar as lesões imediatamente durante o exame. A idade para começar o rastreamento varia conforme as diretrizes e o risco individual.

Para pessoas de risco habitual, a recomendação começa aos 50 anos. Indivíduos com histórico familiar ou doenças intestinais podem precisar iniciar a investigação mais cedo.

Como se proteger

Especialistas atualizaram as recomendações para minimizar os riscos de câncer colorretal no Congresso Brasileiro de Coloproctologia em 2025. São seis eixos principais.

Uma dieta rica em fibras é a maior aliada do bom funcionamento do intestino. Evitar ultraprocessados e investir em vegetais, legumes e frutas é recomendado.

A obesidade é um dos grandes fatores de risco. Pessoas magras na aparência, mas com gordura visceral, também precisam de cuidados.

O sedentarismo está associado à redução das funções do intestino. A meta indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana.

Aumentar a ingestão de água é outro fator importante para formar fezes saudáveis.

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Sobre o autor

Juliana Moraes

Equipe editorial do Cirurgia Coração, o maior diretório de estabelecimentos do cardiologia no Brasil. Conteúdo especializado sobre saúde do coração.

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