O leite A2 promete melhor digestibilidade. A ciência ainda não confirmou esse benefício para todos. Estudos mostram resultados positivos apenas em pessoas com sensibilidade específica.
O leite A2 contém somente a proteína beta-caseína A2. O leite comum tem uma mistura das proteínas A1 e A2. Durante a digestão da proteína A1, o corpo pode formar o peptídeo BCM-7. Esse composto está associado a gases, estufamento e dor abdominal em algumas pessoas.
O leite A2 produz menos BCM-7. Por isso, alguns consumidores relatam menos desconforto. A diferença entre os leites está na proteína, não no açúcar. Leite A2 não é leite sem lactose. A lactose é o açúcar do leite. A beta-caseína é uma proteína. São componentes diferentes.
Pessoas com intolerância à lactose não devem trocar o leite comum pelo A2. Elas precisam de versões sem lactose. Pessoas com alergia à proteína do leite de vaca também não devem consumir o leite A2. A proteína A2 também causa alergia nesses casos.
Quem pode se beneficiar
O leite A2 pode ser testado por quem sente desconforto com o leite comum. O grupo inclui pessoas sem diagnóstico de intolerância ou alergia. A resposta ao produto é individual. A orientação de um profissional de saúde é recomendada antes da troca.
Para quem tolera bem o leite tradicional, não há motivo para mudar. O leite comum é fonte de proteínas, cálcio, vitamina A e vitaminas do complexo B. O leite A2 não é um produto novo. Ele existe há milhares de anos. O leite comum passou a ter a proteína A1 após o melhoramento genético de algumas raças.
A ciência segue investigando os efeitos do leite A2. Os estudos atuais não permitem afirmar que ele seja superior para toda a população. A decisão de comprar o leite A2 deve considerar a resposta individual do corpo. O produto custa mais caro que o leite comum. A troca só faz sentido se houver benefício percebido.

