Pesquisa da UFPE indica que a cirurgia de língua presa alivia a amamentação. O estudo acompanhou 40 famílias e confirmou a melhora.

Imagens em infravermelho mostram que 67% dos bebês fizeram menos esforço muscular após o procedimento. O desconforto caiu para nove em cada dez mães.

A anquiloglossia, nome técnico da língua presa, afeta cerca de 8% dos recém-nascidos. A informação é da médica Renata Cantisani di Francesco, presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

O diagnóstico é feito após avaliação rigorosa. Participam pediatras, otorrinolaringologistas, dentistas e fonoaudiólogos.

Segundo a fonoaudióloga Paula Fernanda Santana, professora da UFPE, é necessária uma avaliação anátomo-funcional. O exame observa a anatomia do frênulo e verifica se ele atrapalha a amamentação, alimentação ou fala.

O teste da linguinha é obrigatório no Brasil desde 2014. O exame é rápido e indolor, feito na maternidade. Ele rastreia a condição, mas o diagnóstico fechado depende da análise funcional.

A cirurgia é chamada de frenotomia. O procedimento corta a membrana que prende a língua. A liberação do movimento reduz o esforço do bebê e as dores da mãe.

O estudo é do mestrado da fonoaudióloga Midiane Gomes da Silva. O artigo foi publicado no periódico CoDAS, da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa).

Bebês com língua presa têm dificuldade na pega. Eles param mais vezes de mamar e podem ter comprometimento no ganho de peso. Para as mães, o problema causa dores, fissuras e risco de empedramento do leite.

A recuperação dura poucos dias. Podem ser recomendados analgésicos e dieta fria e pastosa, conforme a otorrinolaringologista da SBP.

A SBP indica a cirurgia apenas em casos de limitações graves de movimento. Para os demais casos, abordagens não-cirúrgicas devem ser a primeira escolha. A orientação evita riscos como sangramentos, infecções e lesões musculares.

O acompanhamento pós-operatório inclui fonoaudiólogos e médicos. Profissionais também auxiliam as mães na adaptação da pega e no tratamento de lesões nas mamas.

Juliana Moraes

Técnica em registros médicos e informações de saúde com paixão por melhorar a eficiência e a precisão dos registros de saúde. Acredito que uma boa gestão das informações de saúde é fundamental para fornecer o melhor cuidado possível aos pacientes.

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