O brasileiro está obcecado por proteína. O nutriente aparece em barrinhas, iogurtes, cafés e até na água. A pergunta sobre a quantidade de proteína virou um reflexo nas redes sociais.

Enquanto isso, as fibras sumiram do prato. A maioria dos brasileiros consome muito menos do que o recomendado. O paradoxo é evidente: o discurso fica mais sofisticado, mas o básico falha.

Segundo a nutricionista Lara Natacci, a proteína é importante para preservar a massa muscular e promover saciedade. O problema surge quando um único nutriente domina a conversa e exclui os outros.

As fibras são aliadas essenciais da saúde. Elas controlam a glicemia, reduzem o colesterol e alimentam a microbiota intestinal. Este ecossistema influencia o metabolismo e a imunidade.

Incluir fibras na dieta é simples e barato. Feijão, aveia, frutas, verduras e arroz integral são fontes acessíveis. Um café da manhã com aveia e fruta já faz diferença. O almoço pode ter feijão e folhas verdes.

A obsessão pela proteína pode ter o efeito contrário. Quando frutas viram shakes e feijão é trocado por suplementos, a dieta perde diversidade. A ciência mostra que a saúde depende da combinação de alimentos, não de um único nutriente.

Para quem usa medicamentos como as canetas emagrecedoras, a proteína é estratégica para preservar a massa muscular. Mas a redução do volume das refeições exige mais qualidade nutricional em cada garfada.

As modas alimentares criam protagonistas. Ontem foi o carboidrato, depois a gordura, agora é a proteína. A ciência insiste: a saúde não depende de um único nutriente.

A pergunta que deveria ser feita é outra. Em vez de questionar a quantidade de proteína, o foco deveria estar nas fibras. Elas continuam fazendo o trabalho essencial nos bastidores da alimentação.

Juliana Moraes

Técnica em registros médicos e informações de saúde com paixão por melhorar a eficiência e a precisão dos registros de saúde. Acredito que uma boa gestão das informações de saúde é fundamental para fornecer o melhor cuidado possível aos pacientes.

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