Notícias

Morte de Caíque Verli: crise convulsiva pode ser fatal?

A Polícia Civil do Espírito Santo investiga a morte do repórter Caíque Verli. O jornalista da TV Gazeta, de 33 anos, foi encontrado morto em seu apartamento em Vitória. A principal linha de investigação aponta para causas de saúde. A polícia suspeita de ligação com uma crise convulsiva. O laudo do…

Juliana Moraes2 min de leitura
Imagem do artigo: Morte de Caíque Verli: crise convulsiva pode ser fatal?
Imagem ilustrativa

A Polícia Civil do Espírito Santo investiga a morte do repórter Caíque Verli. O jornalista da TV Gazeta, de 33 anos, foi encontrado morto em seu apartamento em Vitória. A principal linha de investigação aponta para causas de saúde. A polícia suspeita de ligação com uma crise convulsiva. O laudo do Instituto Médico Legal deve confirmar a causa nos próximos dias.

Caíque Verli tinha histórico de crises convulsivas. Pessoas próximas disseram que ele convivia com episódios de convulsão. Nos últimos meses, ele intensificou o acompanhamento médico. O jornalista fazia exames e usava medicamentos para controlar as crises.

A crise convulsiva é chamada popularmente de convulsão. O termo vem do grego e significa algo que vem de cima e abate as pessoas. Há uma explicação fisiológica para o fenômeno. A crise ocorre quando há uma descarga elétrica anormal no cérebro. Isso interrompe temporariamente o funcionamento padrão do órgão.

Segundo a neurologista Anna Letícia Moraes, a crise é uma desorganização cerebral. A convulsão pode causar rigidez muscular, tremores e perda de consciência. As origens podem ser variadas. Elas costumam estar relacionadas a doenças cerebrais, AVC, tumores ou infecções. Quando as crises são frequentes, o paciente tem diagnóstico de epilepsia.

Uma crise convulsiva pode ser fatal em casos extremos. Durante uma crise forte, a área cerebral da respiração pode ser afetada. Os batimentos cardíacos podem reduzir, favorecendo uma parada cardiorrespiratória. A neurologista alertou que há risco de vida em toda crise convulsiva. O risco é pequeno, entre 1% e 6%, mas existe.

O tratamento é feito com medicamentos anticonvulsivantes. Eles controlam entre 60% e 70% dos casos, segundo a neurologista Letícia Pereira de Brito Sampaio. A escolha do remédio depende do tipo de crise, idade e sexo do paciente. Quando os remédios não são suficientes, há outras abordagens. Entre elas estão cirurgia, estimulação do nervo vago e neuroestimulação responsiva.

Diretório de Estabelecimentos

Encontre hospitais e clínicas de cardiologia em todo o Brasil

Mais de 13 mil hospitais e clínicas com serviço de cardiologia, a partir do CNES (Ministério da Saúde). Busque por estado, cidade ou especialidade.

JM

Sobre o autor

Juliana Moraes

Equipe editorial do Cirurgia Coração, o maior diretório de estabelecimentos do cardiologia no Brasil. Conteúdo especializado sobre saúde do coração.

Ver todos os artigos

Encontre a hospital ou clínica de cardiologia ideal no Brasil no nosso diretório. Explore estabelecimentos por especialidade com dados oficiais da CNES (Ministério da Saúde).