O cantor gospel Diogo Nascimento morreu na segunda-feira (20) em Goiânia. A causa foi aplasia medular, também chamada de anemia aplásica. A doença autoimune impede a formação de células sanguíneas.
Nascimento tinha 41 anos. Ele recebeu o diagnóstico no começo de julho. O tratamento foi iniciado de imediato. O quadro, porém, se agravou rapidamente. O artista não resistiu.
A aplasia medular é uma doença rara. Ela provoca um colapso na produção das três principais células do sangue. O paciente sofre com déficit de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Essa combinação é chamada de pancitopenia.
A queda dessas células aumenta a propensão a infecções e hemorragias. Os sintomas iniciais podem ser manchas vermelhas ou hematomas na pele. Fraqueza, fadiga e palidez também são comuns. Em alguns casos, a doença é assintomática e descoberta em exames de rotina.
A maioria dos casos tem origem autoimune. O organismo passa a atacar erroneamente as células sanguíneas. Foi o que ocorreu com Diogo Nascimento, segundo os médicos. O quadro pode se desenvolver gradativamente ou surgir de forma súbita. A progressão até o óbito ocorreu em poucas semanas.
A anemia aplásica tem tratamentos possíveis. O sucesso depende da gravidade do quadro, da saúde geral e da idade do paciente. Versões agressivas da doença exigem um doador compatível para transplante de medula óssea.
Enquanto o transplante não ocorre, transfusões de sangue aliviam os problemas da pancitopenia. Medicamentos antibióticos e antivirais ajudam a combater infecções. Pacientes também podem se beneficiar de um transplante de células-tronco hematopoiéticas, conforme a disponibilidade de doadores.

