A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um suplemento popular no Brasil. A ordem pegou milhares de consumidores de surpresa. A agência emitiu uma nota detalhada sobre os riscos associados ao consumo de lotes específicos.
A Anvisa proibiu a fabricação, comercialização e distribuição do produto em cápsulas da marca Artro100. A justificativa técnica aponta que o item tem origem e composição desconhecidas pela fiscalização federal, o que gera risco sanitário iminente.
O fabricante realizava propagandas com alegações terapêuticas indevidas para a categoria de alimentos. Os anúncios prometiam combater inflamações severas e melhorar a mobilidade das articulações, o que viola as regras da Anvisa para o setor de suplementação.
A medida também atingiu a empresa Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda. Uma resolução oficial determinou a suspensão imediata da venda de lotes específicos de creatina em gomas mastigáveis no sabor uva verde.
A própria fabricante comunicou o recolhimento voluntário após identificar falhas graves no controle interno. O texto técnico indica problemas na rotulagem, divergências sobre o real fabricante do produto e outras inconformidades que comprometem as metas de segurança regulatória.
Problemas na composição
As análises laboratoriais indicaram que os lotes de gomas mastigáveis apresentavam um teor de creatina fora dos limites permitidos pela legislação. Essa oscilação nos componentes ativos invalida a eficácia do produto e pode trazer consequências imprevisíveis ao organismo humano.
De acordo com os preceitos de regulação do Governo Federal, qualquer desconformidade nos ingredientes exige a retirada imediata do comércio para evitar danos coletivos.
Quem utiliza gomas de creatina deve verificar o rótulo da embalagem com urgência. A numeração do lote fica impressa na parte externa do frasco, geralmente perto do código de barras ou da data de validade.
Os lotes com determinação de recolhimento da Resolução 2.509/2026 foram listados pela Anvisa. A orientação oficial para os cidadãos que possuem embalagens desses lotes é interromper o uso imediatamente. O consumo de substâncias com formulação incerta ou desregulada pode sobrecarregar órgãos vitais e anular os benefícios esperados.
O comprador deve entrar em contato com o serviço de atendimento ao cliente do fabricante para solicitar a substituição ou o reembolso do valor pago. Os estabelecimentos comerciais já foram notificados para retirar as unidades das gôndolas e bloquear novas vendas no sistema.

