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Síndrome de Lázaro: bebê dado como morto volta a ter sinais vitais

O bebê Noah Gabriel da Cruz Santos recebeu alta hospitalar nesta semana. Ele voltou para casa depois de sobreviver a um episódio raro, em que foi declarado mort

Juliana Moraes2 min de leitura
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O bebê Noah Gabriel da Cruz Santos recebeu alta hospitalar nesta semana. Ele voltou para casa depois de sobreviver a um episódio raro, em que foi declarado morto e apresentou sinais de vida duas horas depois. O caso ocorreu em Rio Claro, no interior de São Paulo.

No dia 15 de julho, exatamente um mês após nascer, Noah entrou em parada cardiorrespiratória. Ele era prematuro e tinha fenda palatina. A saúde do bebê já estava fragilizada, e ele precisava passar por uma cirurgia.

Desde o nascimento, Noah estava na UTI neonatal da Santa Casa de Rio Claro. Quando o quadro se agravou, a equipe médica iniciou procedimentos de ressuscitação, mas sem sucesso. Sem sinais vitais, ele foi declarado morto.

Duas horas depois, um agente funerário foi recolher o corpo. O bebê estava em um saco para cadáveres, quando o funcionário percebeu que a criança se mexia. Novos exames confirmaram a volta dos sinais vitais. Noah voltou ao tratamento intensivo e permaneceu internado por mais um mês antes da alta.

O que é a síndrome de Lázaro

O caso de Noah pode ser um exemplo da síndrome de Lázaro. O fenômeno é caracterizado pela volta espontânea dos sinais vitais após uma interrupção prolongada da atividade cardíaca. Isso ocorre, em geral, mais de 10 minutos após o fim dos procedimentos de ressuscitação.

Não se sabe exatamente por que isso acontece. As hipóteses incluem uma resposta tardia a medicamentos, a expansão do coração após ser comprimido durante a reanimação cardiopulmonar ou uma circulação mantida em níveis indetectáveis.

A síndrome é extremamente rara. Segundo a Cleveland Clinic, apenas 76 casos foram documentados na literatura científica entre 1982 e 2022. Muitos supostos casos do fenômeno acabam sendo explicados por erros médicos na determinação da morte. A Santa Casa de Rio Claro afirma que todos os protocolos foram seguidos no caso de Noah.

O nome do fenômeno faz referência à história bíblica de Lázaro de Betânia, que teria sido trazido de volta dos mortos por Jesus Cristo.

Riscos após o retorno

O retorno dos sinais vitais não representa o fim da atenção médica. Nos casos conhecidos, muitos pacientes morreram dias depois ou apresentaram sequelas cerebrais. A interrupção do fluxo sanguíneo pode causar danos ao cérebro.

Por isso, pacientes que passam por essa situação precisam seguir monitorados nos dias e semanas seguintes. Foi o que ocorreu com Noah Gabriel, que permaneceu sob cuidados intensivos até a alta.

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Sobre o autor

Juliana Moraes

Equipe editorial do Cirurgia Coração, o maior diretório de estabelecimentos do cardiologia no Brasil. Conteúdo especializado sobre saúde do coração.

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