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Cirurgia de língua presa melhora amamentação, diz estudo

Estudo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aponta que a cirurgia de língua presa alivia a amamentação. O procedimento reduziu o desconforto em nove de

Juliana Moraes2 min de leitura
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Estudo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aponta que a cirurgia de língua presa alivia a amamentação. O procedimento reduziu o desconforto em nove de cada dez mães. As informações foram publicadas no periódico CoDAS, da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa).

A anquiloglossia, nome técnico da língua presa, afeta cerca de 8% dos recém-nascidos. A condição ocorre quando a membrana que prende a língua é mais curta ou espessa. Isso pode dificultar a alimentação, a fala e a amamentação.

O diagnóstico é feito por equipe multiprofissional. Pediatras, otorrinolaringologistas, dentistas e fonoaudiólogos analisam a anatomia e a função do frênulo. O Teste da Linguinha, obrigatório no Brasil desde 2014, ajuda no rastreamento precoce ainda na maternidade.

A correção é feita por frenotomia, um corte simples na membrana. Segundo a fonoaudióloga Paula Fernanda Santana, professora da UFPE, o procedimento libera a língua para se movimentar. A recuperação dura poucos dias, com possível uso de analgésicos e dieta pastosa.

Resultados do estudo

A pesquisa acompanhou 40 famílias. Imagens em infravermelho mostraram que 67% dos bebês fizeram menos esforço muscular com a língua solta após a cirurgia. O desconforto materno também caiu, beneficiando 92% das mães.

Bebês com língua presa têm mais dificuldade na pega, param mais vezes de mamar e podem ter comprometimento no ganho de peso. Para as mães, o quadro aumenta dores, fissuras e risco de empedramento do leite. A cirurgia pode prevenir essas complicações, conforme a pesquisadora Midiane Gomes da Silva, autora do estudo.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que a cirurgia só deve ser feita em casos graves. Para situações leves, abordagens não-cirúrgicas são a primeira escolha. A decisão deve considerar riscos como sangramentos, infecções e lesões musculares.

O acompanhamento pós-operatório inclui fonoaudiólogos e médicos. Profissionais também orientam as mães sobre a pega correta na amamentação e o tratamento de lesões nas mamas.

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Sobre o autor

Juliana Moraes

Equipe editorial do Cirurgia Coração, o maior diretório de estabelecimentos do cardiologia no Brasil. Conteúdo especializado sobre saúde do coração.

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