Chás diuréticos não tratam a retenção de líquidos. Eles apenas aliviam os sintomas. O edema, nome técnico da condição, exige investigação médica.
As causas são variadas. Problemas circulatórios, alterações hormonais, sedentarismo e dieta rica em sódio estão entre os suspeitos. O uso sem orientação pode levar à desidratação. Idosos são os mais vulneráveis a esse risco.
Com liberação médica, cinco plantas são tradicionais para o alívio pontual. A cavalinha (Equisetum arvense) tem evidências científicas de ação diurética. Os estudos, porém, usam extratos da planta, não o chá caseiro.
O dente-de-leão (Taraxacum officinale) é associado ao aumento da urina. O uso se baseia no conhecimento popular. Pesquisas ainda buscam comprovar a eficácia e a dosagem ideal.
A salsa (Petroselinum crispum) tem recomendação popular forte. As evidências científicas, no entanto, vêm de estudos pré-clínicos feitos em animais. Faltam dados sólidos sobre o efeito em humanos.
O hibisco (Hibiscus sabdariffa) é tradicionalmente usado como anti-hipertensivo. A diurese aparece como efeito secundário. Estudos com humanos mostram efeitos moderados na pressão arterial.
Chá verde exige dose alta
O chá verde contém cafeína. A substância tem potencial diurético. Estudos indicam que a dose necessária para eliminar líquidos é muito alta. Na prática, o efeito é pequeno diante da água ingerida na bebida.
A ciência tem lançado dúvidas sobre o conhecimento tradicional. O consumo de cafeína deve ser moderado. A dose diurética provavelmente não será atingida sem exageros.
Nenhum chá substitui o tratamento indicado por um profissional de saúde. A orientação médica é fundamental para lidar com o edema. Diuréticos não devem ser usados de forma desregrada.

