A azeitona é rica em gorduras boas, fibras e antioxidantes. O fruto da oliveira concentra substâncias protetoras e pode ser incluído em um cardápio equilibrado.

A composição da azeitona foi tema de uma nova revisão de estudos da Universidade Católica de Múrcia, na Espanha. A análise destaca potencial benefício diante de processos inflamatórios e dolorosos, como a osteoartrite.

Substâncias presentes nas azeitonas, nas folhas de oliveira e no azeite extravirgem despertam interesse como estratégias complementares para modular vias envolvidas na dor e na deterioração articular, relatou a nutricionista Desirée Victoria Montesinos, autora do trabalho.

O ácido maslínico é um dos componentes celebrados. Ele ajuda a mitigar a degradação da cartilagem das juntas. Os compostos fenólicos são as grandes estrelas do fruto. Entre eles estão os ácidos vanílico, cafeico e gálico, além dos flavonoides, caso da antocianina, pigmento que dá a coloração escura ao alimento quando amadurece.

A oleuropeína é um potente antioxidante que confere sabor amargo ao fruto cru. Na natureza, impede que bichos mastiguem a semente, contribuindo para a perpetuação das árvores. Por causa dela, as azeitonas passam pelo processo de cura, que reduz o amargor e estende a validade com acréscimo de sal.

O consumo deve ser moderado, especialmente por hipertensos, disse a nutricionista Evangelia Damigou, da Universidade Harokopio, em Atenas. A frugalidade é uma das características da dieta mediterrânea.

A azeitona é, na verdade, uma drupa, definiu o engenheiro-agrônomo Vagner Brasil Costa, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Assim como pêssego, cereja, damasco e nectarina, apresenta polpa suculenta, envolvida em casca finíssima, e contém um caroço que resguarda uma única semente.

Diferentemente dos outros frutos doces, a oliva é intragável direto no pé. Além da grande quantidade do composto que confere amargor, o teor açucarado é baixíssimo. O pêssego tem por volta de 12% de açúcar, enquanto a azeitona soma entre 2 e 5%.

A história de sucesso do fruto tem relação com sua fração oleosa, ligada à extração do azeite. Relatos arqueológicos revelam restos de artefatos de pedra usados para esse fim por civilizações que viveram na Grécia entre 1600 e 1200 a.C.

Acredita-se que a oliveira foi domesticada na região ao redor do Mar Mediterrâneo. O centro de origem da espécie é a região de Irã, Síria e Palestina, no Oriente Médio, afirmou o engenheiro-agrônomo Pedro Henrique Abreu Moura, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

Com as grandes navegações, a planta atravessou o oceano e foi introduzida no Brasil por volta de 1800. Naquela época, era cultivada nas proximidades das igrejas e seus ramos utilizados nas festividades religiosas.

Estima-se que apenas entre 10 e 20% da produção mundial é destinada às azeitonas de mesa. Existem mais de 2 mil variedades catalogadas. Considera-se o rendimento do conteúdo de gorduras para determinar o destino do fruto.

O teor lipídico fica entre 20 e 35% na polpa e de 0,5 a 3% na semente do fruto, segundo a literatura. Quanto maior o número, mais chances de servir como matéria-prima para o azeite. São necessários de 5 a 10 kg de azeitona para produzir um litro do produto.

Juliana Moraes

Técnica em registros médicos e informações de saúde com paixão por melhorar a eficiência e a precisão dos registros de saúde. Acredito que uma boa gestão das informações de saúde é fundamental para fornecer o melhor cuidado possível aos pacientes.

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