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Cigarro e coração: o risco de infarto e AVC a cada tragada

O cigarro agride o coração e as artérias desde a primeira tragada. A cardiologista Ana Paula Andrade Garcia afirma que o tabagismo aumenta o risco de infarto e

Juliana Moraes3 min de leitura
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O cigarro agride o coração e as artérias desde a primeira tragada. A cardiologista no seu estado Ana Paula Andrade Garcia afirma que o tabagismo aumenta o risco de infarto e AVC. O alerta ocorre durante a Semana Nacional de Combate ao Fumo.

A fumaça do tabaco contém milhares de substâncias químicas. Muitas delas lesionam o endotélio, a camada que reveste os vasos sanguíneos. Com essa proteção comprometida, as artérias ficam vulneráveis ao acúmulo de colesterol e à aterosclerose.

A nicotina aumenta a frequência cardíaca e eleva a pressão arterial. Outras substâncias estimulam a coagulação do sangue. Isso facilita a formação de trombos que podem interromper a circulação para o coração ou o cérebro.

Não existe quantidade segura de cigarro. Segundo a cardiologista, mesmo o consumo leve aumenta a probabilidade de eventos cardiovasculares. Os efeitos sobre os vasos surgem rapidamente e não dependem apenas da quantidade fumada.

Os cigarros eletrônicos também preocupam os cardiologistas. O uso cresce entre adolescentes e adultos jovens. Esses dispositivos expõem o organismo à nicotina e a outras substâncias que provocam lesão vascular e inflamação. Eles não são uma alternativa segura para a saúde cardiovascular.

Benefícios da interrupção

Parar de fumar traz benefícios rápidos. Nas primeiras semanas, melhora a circulação e diminui a exposição das artérias às toxinas. Com o passar dos meses, o risco de infarto e AVC cai progressivamente.

Quanto mais cedo ocorre a interrupção, maior é o benefício acumulado. Após anos sem fumar, o risco cardiovascular se aproxima ao de pessoas que nunca fumaram.

A medicina moderna dispõe de medicamentos para controlar colesterol, pressão e diabetes. Nenhuma dessas estratégias compensa os danos do tabagismo. Parar de fumar é uma das intervenções mais eficazes da medicina preventiva.

Cada cigarro representa uma agressão às artérias. Cada dia sem fumar protege a circulação e aumenta a expectativa de vida. O texto foi produzido em parceria entre a Veja Saúde e o Brazil Health.

Perguntas frequentes sobre cigarro e coração

Quantos cigarros por dia já aumentam o risco de infarto?

Não existe dose segura. Fumar um cigarro por dia já eleva o risco de doença coronariana em cerca de 50% em homens e 57% em mulheres, segundo metanálise publicada no BMJ em 2018. Reduzir a quantidade ajuda pouco; parar é o que muda o quadro.

Quanto tempo depois de parar de fumar o risco cardíaco cai?

Em 24 horas a pressão e a frequência cardíaca já melhoram. Em um ano o risco de infarto cai pela metade em relação a quem continua fumando, e em cerca de 15 anos se aproxima do de quem nunca fumou.

Cigarro eletrônico faz mal ao coração?

Faz. A nicotina do vape acelera o coração, sobe a pressão e enrijece as artérias, e os aerossóis causam inflamação vascular. A Anvisa mantém a venda proibida no Brasil, e as sociedades de cardiologia não o recomendam como forma de parar de fumar.

Fumante passivo tem risco de infarto?

Tem. A exposição regular à fumaça de terceiros aumenta o risco de doença coronariana em 25 a 30%. Crianças e pessoas que convivem com fumantes em ambiente fechado são as mais afetadas.

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Sobre o autor

Juliana Moraes

Equipe editorial do Cirurgia Coração, o maior diretório de estabelecimentos do cardiologia no Brasil. Conteúdo especializado sobre saúde do coração.

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