Qual a cirurgia mais perigosa do coração? Saiba os riscos

Você sabe qual a cirurgia mais perigosa do coração? Que o coração é um dos órgãos mais importantes do corpo humano, não é novidade para ninguém. E é por esse motivo que as pessoas tendem a achar que qualquer intervenção médica nesse órgão é algo delicado e sensível. É sobre isso que iremos falar no decorrer desse artigo, não deixe de conferir!

Vários procedimentos são feitos nesse órgão, e é normal que esse fato gere certa comoção. Afinal de contas, o coração é uma parte bastante sensível. No entanto, se você quer saber qual a cirurgia mais perigosa do coração, basta continuar nesta matéria que iremos falar com mais detalhe sobre esse assunto. Confira!

O que é cirurgia do coração?

Uma cirurgia no coração nada mais é que um dos tantos tipos de intervenção cirúrgica, que é feita nas estruturas que compõem o órgão. São várias cirurgias, mas, dentre as mais comuns, podemos citar as valvas cardíacas, artérias ou sua estrutura muscular.

Além do mais, as cirurgias são do mais diversos tipos e complexidades. Toda e qualquer cirurgia possui o seu risco e é perigosa, ainda que em maior ou menor escala. Então, por mais “simples” que esse procedimento possa parecer, a verdade é que sempre há riscos embutidos.

Ademais, as cirurgias possuem diferentes funções e objetivos. Mas, em todos os procedimentos, o intuito é melhorar a qualidade de vida do paciente. No entanto, somente o medico cardiologista determina se precisa de cirurgia.

Contudo, a cirurgia nem sempre é a primeira opção. Às vezes, ela é a última alternativa, uma vez que se procura outros tipos de tratamento. Indica-se o procedimento diante de uma investigação minuciosa do caso de cada paciente.

Quais doenças exigem cirurgia no coração?

Antes de falarmos sobre qual a cirurgia mais perigosa do coração, é interessante que você saiba um pouco sobre as doenças que exigem esse tipo de intervenção. Isso pode facilitar um pouco mais o seu entendimento. Dentre as doenças, podemos citar as seguintes:

Doenças valvares

O conjunto de valvas são estruturas que fazem parte do coração. Essenciais para o bom funcionamento do órgão. Todo ser humano possui quatro válvulas, que são:

  • Mitral;
  • Aórtica;
  • Tricúspide;
  • Pulmonar.

No entanto, essas valvas podem sofrer de várias doenças. Elas podem possuir dificuldade de abertura (estenose) ou perderem a função de evitar o refluxo do líquido (insuficiência). Ademais, elas ainda podem sofrer de prolapsos.

Precisa-se de cirurgia para resolver o problema. Como a troca da válvula ou tentar abri-la para recuperar a sua função, caso seja uma estenose.

Doenças congênitas

Problemas congênitos são aqueles que acompanham o paciente desde o seu nascimento. Dentre os problemas mais comuns, destaca-se a má-formação nas estruturas cardíacas, como a comunicação entre os átrios e ventrículos do coração.

Tumores

Sejam eles benignos ou malignos, podem exigir uma cirurgia. Contudo, pode-ser determinar o restante do tratamento a partir das características do tumor ou da necessidade de cada paciente.

Endocardite

O endocárdio é a camada mais interna do coração, e saber dessa informação é essencial para que você saiba qual a cirurgia mais perigosa do coração. Endocardite é o nome dado a qualquer tipo de infecção nesta região.

Arritmia

Trata-se da alteração no ciclo dos batimentos cardíacos. Esse é um problema que pode ser um sintoma de alguma doença ou a consequência dela. Ademais, trata-se através de cirurgias variadas.

Qual a cirurgia mais perigosa do coração?

Já falamos sobre algumas doenças que exigem cirurgia, mas qual a cirurgia mais perigosa do coração? Primeiro você deve saber que toda cirurgia cardíaca possui riscos, visto que se trata de um órgão bastante sensível.

Contudo, se fosse para falar qual a cirurgia mais perigosa do coração, com certeza a dissecção da aorta seria citada. Em suma, trata-se de uma emergência médica que se caracteriza por lesão na parede interna da artéria aorta.

Essa artéria se inicia no coração, mas termina na quarta vértebra lombar. Portanto, ela é a maior e mais importante de todo o sistema circulatório. Afinal de contas, é de onde partem praticamente todas as demais artérias que irrigam o organismo.

Deu para entender um pouco da complexidade dessa cirurgia? Uma lesão neste local faz com que o sangue invada as camadas mais internas da aorta. Fora isso, essa condição diminui a irrigação de alguns órgãos, provocando rompimento da camada mais externa.

Como consequência, pode levar a hemorragia e ocasionando em um quadro grave, que precisa de atendimento médico imediato. A dissecção aórtica é uma lágrima na camada mais profunda do coração, e pode ser o motivo de insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral ou mesmo uma ruptura da aorta.

Quais são os riscos da dissecção da aorta?

O principal risco a respeito desse problema é que ele não pode ser prevenido com tanta eficácia. A principal medida de prevenção se resume no controle da pressão arterial. Contudo, vários fatores podem levar ao problema, mesmo que a pressão esteja dentro dos padrões considerados normais.

Fora isso, infelizmente, a mortalidade por dissecção de aorta continua sendo alta, mesmo anos após a cirurgia. As pessoas que passam por esse tipo de problema devem seguir uma série de recomendações após receber alta, mas mesmo assim correm riscos.

Fora isso, mesmo que a pessoa não possua problema de pressão alta, pode se tornar necessário utilizar medicamentos para pressão arterial, para evitar danos à região operada ou ocorrência de uma nova dissecção ou outros problemas.

Fatores de riscos da dissecção de aorta

Agora que você já sabe qual a cirurgia mais perigosa no coração, é importante saber um pouco mais a respeito dela. Esse problema é mais comum em homens a partir dos 60 anos. Ademais, hipertensão e arteriosclerose são fatores de risco e estão presentes em 75% dos casos.

Fora isso, outras condições congênitas como as síndromes de Marfan e de Ehlers-Danlos podem tornar o vaso mais frágil. Então, considera-se como fator de risco. Traumas torácicos também podem ocasionar na dissecção de aorta.