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Dengue e dentista: riscos que você precisa saber

Ir ao dentista com dengue não é necessariamente fatal, mas exige extrema cautela. A infecção altera a coagulação e a integridade vascular. A doença provoca trom

Juliana Moraes2 min de leitura
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Ir ao dentista com dengue não é necessariamente fatal, mas exige extrema cautela. A infecção altera a coagulação e a integridade vascular. A doença provoca trombocitopenia, uma queda acentuada das plaquetas. Aumenta também a permeabilidade dos vasos sanguíneos.

A boca é uma região altamente vascularizada. Procedimentos invasivos, como extrações e implantes, dependem de uma coagulação eficiente. Na fase aguda, com plaquetas abaixo de 50.000/mm³, uma cirurgia pode causar hemorragia de difícil controle. O risco inclui choque hipovolêmico ou obstrução das vias aéreas.

Procedimentos eletivos e invasivos são proibidos até 48 horas após o fim da febre. Avaliações clínicas visuais e orientações de higiene estão liberadas. O atendimento não é totalmente vetado.

A boca como sinal precoce

A odontologia ajuda no diagnóstico precoce da dengue. A boca apresenta manifestações clínicas em até 30% dos infectados. O sangramento gengival espontâneo é o sinal mais comum. Podem surgir manchas vermelhas ou roxas no palato, úlceras e alteração no paladar.

O sangramento da dengue tem início súbito e é desproporcional ao toque. Vem acompanhado de febre, dor no corpo e prostração. Diferente da gengivite crônica, que sangra apenas com o toque.

O paciente deve suspender o uso do fio dental temporariamente. Deve adotar uma escova ultramacia. É preciso buscar atendimento médico e odontológico imediato.

A coagulação não se normaliza instantaneamente após a alta. A recuperação leva de uma a duas semanas. Para retomar tratamentos invasivos, a recomendação é aguardar de 14 a 21 dias após o fim dos sintomas. O paciente deve apresentar um hemograma completo ao dentista.

Urgências na fase aguda

Em caso de urgência dolorosa, como abscesso, o protocolo exige intervenção mínima. A prescrição é de analgésicos seguros, como paracetamol ou dipirona. É proibido o uso de anti-inflamatórios não esteroidais, como ibuprofeno. O ácido acetilsalicílico (AAS) também é vetado. Esses medicamentos inibem a função plaquetária e aumentam o risco de hemorragia grave.

A abordagem do cirurgião-dentista deve ser conservadora. O foco é o alívio da dor e o controle de infecções. O profissional deve manter comunicação direta com a equipe médica.

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Juliana Moraes

Equipe editorial do Cirurgia Coração, o maior diretório de estabelecimentos do cardiologia no Brasil. Conteúdo especializado sobre saúde do coração.

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