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Anvisa libera remédio renal para o coração

A Anvisa aprovou a finerenona para tratar insuficiência cardíaca. O medicamento já era usado contra doença renal crônica associada ao diabetes tipo 2. A nova in

Juliana Moraes2 min de leitura
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A Anvisa aprovou a finerenona para tratar insuficiência cardíaca. O medicamento já era usado contra doença renal crônica associada ao diabetes tipo 2. A nova indicação vale para casos com fração de ejeção levemente reduzida ou preservada. Isso ocorre quando o coração bombeia um pouco menos de sangue do que o normal.

O remédio é vendido no Brasil sob o nome comercial Firialta. A substância pertence à classe dos antagonistas de mineralocorticoides. Diferente de outros remédios da mesma classe, a finerenona tem alta precisão. Ela evita efeitos colaterais típicos, como o aumento das mamas em homens.

O benefício para o coração foi constatado no estudo FINEARTS-HF. A pesquisa acompanhou pacientes por quase quatro anos. O resultado mostrou que a medicação reduziu em 16% o risco de piora ou morte por causas cardiovasculares.

A finerenona bloqueia o receptor mineralocorticoide. Esse receptor age nos rins, no coração e nos vasos sanguíneos. Quando hiperativado, estimula inflamação, fibrose e retenção de sódio. Isso enrijece o coração com o tempo. Ao bloquear o receptor, a droga freia esse processo e melhora a saúde cardiovascular e renal.

Segundo o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Universidade de São Paulo, o problema nesses pacientes não é bombear pouco sangue, mas o coração ficar duro e com dificuldade de relaxar. Os sintomas clássicos incluem falta de ar, cansaço e inchaço nas pernas.

A indicação não vale para todos os casos de insuficiência cardíaca. A médica Carolina Casadei, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, explica que a fração de ejeção em 40% ou mais é considerada preservada ou levemente reduzida. Abaixo disso, o quadro é chamado de reduzido e não há indicação para o remédio. Para esses casos mais graves, já existem outras opções consagradas.

A aprovação no Brasil ocorre depois de mais de 90 países já terem liberado o uso. De acordo com Couri, a Anvisa alinha o país ao consenso internacional. A expectativa é que a aprovação amplie o acesso ao tratamento no país.

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Sobre o autor

Juliana Moraes

Equipe editorial do Cirurgia Coração, o maior diretório de estabelecimentos do cardiologia no Brasil. Conteúdo especializado sobre saúde do coração.

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